Num pas normal, isto seria um escndalo, mas parece que h gente que se sente dona do pas. Palavras para qu? Deve ser da seleco natural.
Se h muito desemprego cada vez mais -, se as pessoas morrem por falta de cuidados de sade ou mesmo fome, os dirigentes neoliberais encolhem os ombros e pensam, para eles: Pois que morram, a seleo natural
Grande senador. Haja pacincia para mais uma mmia do regime.
Para quem andasse mnimamente informado, aquilo que est a acontecer em Portugal foi o que se esperava desde longa data. Em 2009 lembro-me bem de ver e ouvir um fulano a avisar do que a vinha (dos poucos). Chamava-se Medina Carreira. Ningum lhe ligou. Chamaram-lhe de maluco, Velho do Restelo, Mr Magoo e outras coisas mais. Os responsveis pelo descalabro portugus andam por a, como se no fosse nada com eles, sentados nas suas cadeiras de deputados ou a presidir a uma empresa do regime, instituto pblico ou fundao. H vida para alm do dfice. H pois h. A pagar impostos.
OpenDedup just released a greatly enhanced Virtual Appliance based on SDFS. The OpenDedup Virtual NAS Appliance is designed for simple setup and management SDFS volumes for virtual environments. The Appliance includes capabilities to create, mount,delete, and export SDFS volumes via NFS from a Web Based interface. It also includes VMWare storage api integration that allow the quick Data Store creation and cloning of Virtual machines located on SDFS Volumes.
Perto dos 70 anos, no fim de um Vero em que Portugal deu de si um espectculo triste, a altura de perguntar o que a minha gerao, que chegou idade adulta com o “25 de Abril”, fez da famosa liberdade to esperada durante Salazar e Caetano. Para comear, e de acordo com alguns militares sem letras, tentou tudo para a suprimir. Com poucas excepes assistiu calada, ou mesmo se juntou, louca procisso do PREC, em nome de uma doutrina que no percebia e de uma sociedade em que nunca aceitaria viver. Esta demisso e esta vergonha ficaram para sempre. A ausncia do que tinha sido o movimento estudantil entre 1960 e 1974 no Governo e nos partidos entregou o poder a uma srie de arrivistas, que no o tornaram a largar. Quem se perdera pelo grotesco labirinto da esquerda bem pensante por uns tempos desapareceu. O “cavaquismo”, alis, dispensava um pessoal democrtico e at a poltica. Um vago resto do PS sobrevivia (bastante mal) volta de Soares, que se conseguira eleger Presidente da Repblica, e o que sobrava, disperso e desmoralizado, cara numa absoluta irrelevncia. Muita gente (de esquerda e de direita) emigrou, s vezes definitivamente, para a vida privada ou para a mxima sinecura da “Europa”. O “novo” Portugal acabou por nascer e crescer revelia da minha gerao: no Estado, nos partidos, na sociedade. No era o Portugal que tnhamos querido, nem sequer um Portugal de que pudssemos gostar. A “histria” passara por ns, confusamente, deixando uma prosperidade duvidosa e uma desordem ntima e eufrica, que nos repelia e a que, de qualquer maneira, no pertencamos. O que veio a seguir – Guterres, Barroso, Santana – no melhorou as coisas. Fora dos partidos no havia nada e ningum aos 50 ou 60 anos se iria meter na guerra sectria em que eles se gastavam. A posio “decente”, e quase unnime, estava em no se meter nessa trapalhada, fosse sob que pretexto fosse. At porque, no intervalo, uma invaso de oportunistas, com mais fora e muitssimo mais zelo, tapava a boca e o caminho ao mnimo sinal de responsabilidade ou de inteligncia. O regime de Scrates no emergiu por acaso; emergiu desta terra j bem preparada para a corrupo e o arbtrio. Nessa altura, a minha gerao s servia para propsitos decorativos. Via e lamentava o desastre que se ia preparando. Mas raramente lhe ocorreu que ela prpria tambm era culpada.